Do ambiente virtual de aprendizagem para a sala de aula

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Sueli Ferrari Heinz é cursista do Escolas Conectadas há três anos. São 33 cursos da plataforma no currículo da professora de Ensino Fundamental. Mesmo assim, o caminho até as formações online não foi simples. 

— Antes eu detestava curso a distância, achava que era uma enrolação. E aí eu conheci o Escolas Conectadas — lembra.

Sueli é professora de 5º ano na cidade de Braço do Trombudo, no Vale do Itajaí, na Escola Nucleada Braço do Trombudo km 20. Por lá, a influência da tecnologia chegou por meio dos professores. Sueli conta que os cursos do Escolas Conectadas mudaram o relacionamento dela com a tecnologia. 

— A minha formação do magistério foi em 1995, eu já trabalho há 18 anos aqui na cidade. As crianças mudaram, quando elas começaram a ter computador, tablet, a gente comprou para a escola, mas ficava com medo — conta.

A escola já tinham um laboratório de informática com acesso ao portal exclusivo e atividades para serem feitas por meio do computadores que eram divididos por até três crianças por vez. Foi aí que surgiu a ideia de adquirir tablets para uso em aula.

— Em 2018, não conseguimos convencer os pais a comprar tablets, eles pensavam que era para joguinho! Em 2019, conversamos de novo, mostramos as atividades para fazer em aula. Quando você descobre que pode usar a seu favor e mostrar para os pais que é algo legal. O máximo que as crianças fazem é entrar em rede social — conta.

A partir disso, a educação municipal investiu em tablets para as crianças da rede. Na escola de Sueli, que segue até o 5º ano, os alunos se revezam: primeiro o terceiro ano usa os tablets durante a manhã e o quarto e quinto, à tarde. É onde os conhecimentos que Sueli encontra na plataforma do Escolas Conectadas viram realidade.

— Cada curso desses eu aplico e dou um jeito de trabalhar na minha sala, tudo combina. Eu digo que eu sou a pessoa mais abençoada do mundo, eu tenho o material que o Escolas Conectadas oferece e tenho meu laboratório de tablets na sala de aula! — comemora.

Os favoritos de Sueli

Como já são 33 cursos realizados por Sueli, ela já estudou de tudo um pouco: Pomar Doméstico, Grandezas e Medidas, Escrita Criativa. Um dos cursos que pegou a professora de surpresa foi o Escola para todos: promovendo uma educação antirracista. Uma das atividades da formação propõe que os alunos façam uma árvore genealógica, mapeando seus ancestrais e promovendo a busca do autoconhecimento. Sueli dá a dica:

— Geralmente, na entrega de boletins do 1º bimestre, eu entrego a árvore para os pais e explico como é o trabalho. Tem criança que não quer pôr o nome do avô porque já morreu, eu digo que eles devem perguntar aos pais, não tem problema. São coisinhas pequenas que você vai trabalhando na criança sem ela perceber — relata.

Outro curso que trouxe uma atividade para aplicação em sala de aula (ou fora dela) foi o Fotografia na aprendizagem: novos olhares para construir o conhecimento. Sueli aproveitou uma das turmas de 2019 e se encantou com as propostas pedagógicas. Fazer com que as crianças tirassem suas próprias fotos e registrassem seu olhar fez com que a professora se surpreendesse com o resultado dos alunos.

— A gente queria conhecer os limites do nosso município, é bem "picorrucho". Fomos a lugares que nem eu conhecia. As crianças levaram celulares ou máquinas digitais que tivessem para registrar o que achassem de diferente. E eu fui surpreendida! Fico orgulhosa de mostrar o trabalho dos meus alunos.

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